março 15, 2004

Imagilando o teletrabalho…

O tópico que abordamos desta vez é o teletrabalho, visto numa acepção mais lata: o trabalho a partir de casa. ImagiLamos o casal da nossa Casa do Futuro, que já há anos desistiu de trabalhar no escritório da empresa para evitar deslocações que gastavam horas e horas do seu dia.

A mulher é Bióloga e Professora universitária. Costuma trabalhar numa estufa, onde tem todos os equipamentos necessários à mão. Adora fazer experiências científicas e não gostava muito do ambiente de laboratório, fechado e com uma mistura de cheiros às vezes desagradável. Desde que trabalha a partir de casa, conseguiu personalizar o seu espaço e está rodeada de plantas e animaizinhos. Para qualquer experiência que ela faça, a hotte distribuída assegura a eliminação rápida de cheiros ou substâncias perigosas e a limpeza dos utensílios de trabalho é automática. Tem a possibilidade de fazer experiências remotas, controlando os equipamentos do Laboratório de Investigação em Biologia para analisar substâncias e animais muito raros. Estando constantemente em contacto com a universidade, pode também partilhar as suas experiências com os alunos durante as aulas e dar exemplos práticos suportados por imagens reais ou virtuais. Ademais, qualquer informação científica de que precise está ao seu alcance, através do acesso à Biblioteca Virtual.

O marido é Engenheiro Civil, actualmente responsável pela construção de dois prédios de habitação em Aveiro e Sesimbra. Uma vez entrado no escritório, analisa as tarefas e o estado de desenvolvimento das duas obras. Uma luz cor-de-laranja começa a piscar na sua secretária, o que significa que há necessidade de se reunir imediatamente com o chefe de obras de Sesimbra. Um simples seleccionar do nome do colega e a sua imagem aparece projectada na parede. A sua voz entende-se perfeitamente e nenhum dos dois interlocutores está a utilizar dispositivos de comunicação visíveis. Uma vez a discussão acabada, as tarefas decorrentes e as decisões importantes estão registadas automaticamente e disponibilizadas aos responsáveis. O engenheiro faz aparecer o modelo tridimensional dos dois prédios e selecciona as áreas que estão a ser construídas. Lembra-se que ontem havia problemas com o isolamento de uma varanda na obra de Aveiro e aponta na direcção desta no modelo. As câmaras de captação vídeo existentes na obra orientam-se na direcção da varanda e a imagem é projectada numa das paredes. Podem ouvir-se as vozes dos operários, a discutir sobre a forma como a reparação do isolamento está a decorrer. O engenheiro saúda-os e fornece indicações sobre a melhor forma de tratar o assunto. Na parte da tarde, depois de resolver outros assuntos, o engenheiro verifica o modelo tridimensional para ver a evolução da reparação e examina em pormenor a qualidade, utilizando equipamentos que controla remotamente para efectuar os testes necessários. Aproveita o intervalo de café para congratular os operários pelo trabalho bem-feito e para trocar impressões sobre o jogo de futebol do dia anterior.

O sol está a pôr-se. Está na altura de acabar o trabalho...Há mais um assunto urgente a resolver, mas o engenheiro decide adiar o trabalho para depois do jantar...Ele sabe que, na sala, à luz agradável do candeeiro, tem mais inspiração e as mesmas condições. Neste momento, está apenas desejoso para partilhar as impressões do dia com a sua mulher, que já está a preparar o jantar, e ouvir as aventuras dos filhos...Afinal de contas, toda a gente teve um dia normal, que vai dar muito por falar!

(Ler sobre o tópico da flexibilidade) (Ler sobre a manutenção) (Ler sobre o conforto)

Publicado por Irina em março 15, 2004 10:51 AM
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