O segundo tópico que abordamos na nossa Newsletter é a manutenção. A nossa visão da manutenção passa pela delegação desta tarefa à própria Casa do Futuro. A manutenção será preventiva, automática, com intervenção mínima da parte do habitante e sem recorrer a especialistas. Um outro aspecto essencial é que não deve permitir falhas e afectar o estilo de vida dos habitantes.
Mas como será isto feito? Qual o cenário que vemos quando pensamos na manutenção? ImagiLamos um dos habitantes da nossa casa a ouvir música na sala, aproveitando a paz do pôr de sol. Entretanto, o sistema de manutenção preventiva da casa corre um programa rotineiro de diagnóstico do estado de funcionamento das redes eléctricas, de gás e de esgotos. O sistema detecta um ponto fraco numa borracha do sistema de encaixe da torneira ao sistema de água.
O sistema notifica o habitante da intenção de efectuar a substituição da borracha, oferecendo a solução que menos o incomoda: a interrupção do fornecimento da água somente para a torneira com problemas. O habitante analisa a situação e chega à conclusão que não terá necessidade de utilizar aquela torneira durante o tempo destinado à reparação. De seguida, autoriza a operação de manutenção. O sistema programa a reparação e simultaneamente envia pela Internet uma ordem de aquisição dos materiais que serão utilizados para a operação.
Em simultâneo, os mecanismos de encaixe das portas e janelas estão a precisar de manutenção. A madeira das portas secou e as dobradiças estão muito apertadas. Para evitar que as portas começam a fazer barulho, desencadeia-se nas próprias dobradiças um processo automático de ajuste e eventual reconstrução, independente do sistema de manutenção centralizada.
O processo de manutenção da Casa está completo. O habitante continua a ler, tranquilo, à espera que os outros membros da família regressem a casa.
(Ler sobre o tópico da flexibilidade)